Acordei nesse dia com meu médico - às 6:30 da manhã. É surpreendente, ele chega muito cedo na maternidade!!
A minha vontade de levantar e tomar banho era enorme... mas, tinha que esperar fazer exames, tirar sonda, tirar soro e etc... Também tinha que esperar dar 11:00 (que é o horário inicial das visitas).
Depois de tudo isso e muitíssimo ansiosa, fomos eu e o papai visitá-la pela primeira vez.
Tudo muito diferente do nosso primeiro filho (que no mesmo dia foi no nosso quarto e no outro dia cedinho já veio para o colinho da mamãe).
Me lembrei daquilo e a vontade de vê-la aumentou ainda mais.
No caminho para a UTI, passamos em frente ao berçário (que é onde as crianças que nascem sem serem prematuras ficam). Olhava para todos e para aqueles bebês e a minha vontade crescia ainda mais não acompanhando meus passos curtos de 1 dia após a cesária.
O papai de Michele já tinha ido (não havia entrado ainda) mas sabia onde era e então me guiou.
Chegamos lá, lavamos nossas mãos, fizemos a higienização com álcool para podermos entrar e também entreguei o primeiro leitinho que havia tirado para ela.
A sala é bem grande, dividida em 4 partes, perguntamos onde ela estava e estava na segunda parte.
Chegamos e lá estava nossa querida, esperada e amada filhinha, tão pequenininha e tão forte lutando ali naquele ninhozinho. Estava um pouco agitada, conversamos um pouco com ela mas não consegui ficar muito tempo. Não era fácil vê-la ali ao invés de estar nos meus braços. Não era fácil não pegá-la, não sentí-la. Era uma dor que não sabia até então que existia.
Ela estava usando a ventilação - que é um tipo de respiração artificial. Havia tentando um outro aparelho (que me esqueci o nome) menos artificial no dia em que nasceu, mas como ficou cansadinha, teve que mudar!! Tudo isso conforme o esperado e conforme a psicóloga havia nos explicado.
Disse então para o papai dela: vamos, não quero que ela me sinta assim! Quero me reestabelecer e dar forças para ela... assim não...
Fomos embora e a minha cabeça girou 360 graus. Quantos pensamentos, quantas recordações dela ainda no meu útero e meu Deus quanta vontade pegá-la no colo!!!!
Mas mesmo assim, muito feliz de vê-la, de vê-la ali, não aqui, mas ali. E perfeitinha... toda formadinha... até com unha. Imaginem só: seu pezinho do tamanho do meu dedinho da mão, e acreditem, aqueles minúsculos dedinhos já possuem unhas! Como pode ser tão perfeito tudo isso??
Cheguei lá muito feliz contando tudo para a minha mãe... feliz em vê-la e radiante de se parecer tanto com seu irmãozinho. Já tem cabelos e toda peludinha nos braços.
Mas depois de certo tempo os pensamentos, a saudade, a vontade foram aumentando e então aquela dor novamente me apareceu e me consumiu.
Depois meu filhote veio me ver e encheu meu coração de alegria. Foi muito bom vê-lo naquela tarde. Obrigada papai por ter dado conta de tudo e mais um pouquinho!!
A noite, fui olhar meus emails (rs... levei para a maternidade) e recebi de meu irmão uma oração muito linda que me fez chorar muito mas que está sendo meu consolo em todos os momentos que essa dor me aparece me sufocando. Segue na próxima postagem.
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