Tão pequenininha e exemplo de vida!!
Hoje a família acordou tentando seguir a rotina normal. Meu filho indo para a escola...
Uma observação sobre meu filho: ele havia passado o fim de semana fora com seu padrinho e sua madrinha e seu primo. Foi bom para podermos chegar as coisas no lugar durante o fim de semana. Mas, quando ele chegou (eu já há 5 dias longe dele)... sentiu saudades e depois do banho não parava de chorar no meu colo dizendo que estava com saudades!! Que delícia! Também estava com muitas saudades e aquele momento me encheu o coração de alegria.
Voltando a rotina: O papai ainda não pôde trabalhar porque tinha que resolver algumas coisas pela manhã para a tarde irmos ver a Michele.
Hoje foi um dia importante: ele fez o registro dela!!!
Nossa!! Como a certidão de Nascimento mudou de 3 anos para cá! Ela está bem mais bacana!
Almoçamos juntos e logo após do almoço meu filhote dormiu!! Estava cansado do fim de semana.
Acabamos indo um pouco mais tarde (por volta das 14:30) e ao chegar lá para vê-la foi um grande impacto de felicidade e também de reflexão. Reflexão essa que quero muito compartilhar com vocês!!
Michele tinha saído da ventilação (respiração artificial) depois de 5 dias. Que coisa surpreendente: tão pequenininha e com tanta força de vontade e tão guerreira. Esse aparelho (que não me lembro o nome de jeito nenhum) é mais (praticamente) ela respirando do que artificialmente.
Percebemos o quanto de esforço aquela pequenininha fazia ali. Vimos através dos movimentos do seu tórax e barriguinha o quanto irregular é sua respiração. E o quanto ela está tentando descobrir como fazer aquilo, Tenta de um jeito, tenta de outro, para por um momento, volta, reclama...
Gente, depois daquela sena eu pensei: começarei a contar a história da luta dessa pequenininha!! E digo mais, aquela criaturinha mais pequenininha me deu uma lição que nunca ninguém havia dado antes e que deveria servir para todos nós!! Talvez, a vontade de vencer dela é muito maoir do que de muitos de nós que conhecemos das coisas bem mais do que ela que nem sabe ainda o quanto da maravilha de viver a aguarda!!
A cada movimento de sua respiração, ela está mostrando sua força e sua vontade vencer!! É realmente impressionante! Somente assistindo para entender!!
Fiquei realmente impressionada com a força e coragem da minha menina!!
Amanhã depois da visita eu conto como a minha guerreira está! Agora tenho que pensar no leitinho dela.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
27 de fevereiro - dia de visita: 1
O primeiro dia de visita após saída da maternidade foi em um Domingo.
Apesar de fisicamente estar me sentindo bem... fiquei mais quieta em casa... já que depois iria ao hospital. O papai de Michele e minha mãe foram na missa e eu fiquei fazendo minhas orações em casa.
Fiquei durante a noite fazendo massagens para estimular o leite mas ele sempre diminuindo. Isso me preocupava (com medo do leite secar). Quando meu filho nasceu não tive isso... dava muito leite. Pensei que talvez meu psicológico estivesse influenciando... mas passei fazendo as massagens a noite e durante o dia também! Queria e quero muito dar do meu leite para ela enquanto eu posso.
Como disse lá atras quando soube que a Michele iria nascer antes da hora... eu pensei que estava ansiosa... mas nesse dia (neste Domingo) fui ver o que realmente era ansiedade.
Nos preparamos e fomos por volta das 12:00... agora teria que tirar o leite lá... não posso levar de casa. Fui preparada e a mesma coisa: pouco leite. Conversei com a enfermeira e ela disse que é assim mesmo, somente não posso deixar de estimular.
Chegamos lá e ela estava muito gostosinha de bumbum pra cima!! Que delicinha! Fiquei com muita vontade de pegá-la. Parecia mais forte... maior...
Ficamos um bom tempo e voltamos para casa. Nesse dia eu estava me sentindo bem melhor.
A situação dela era a mesma: ventilação e luz!!
Apesar de fisicamente estar me sentindo bem... fiquei mais quieta em casa... já que depois iria ao hospital. O papai de Michele e minha mãe foram na missa e eu fiquei fazendo minhas orações em casa.
Fiquei durante a noite fazendo massagens para estimular o leite mas ele sempre diminuindo. Isso me preocupava (com medo do leite secar). Quando meu filho nasceu não tive isso... dava muito leite. Pensei que talvez meu psicológico estivesse influenciando... mas passei fazendo as massagens a noite e durante o dia também! Queria e quero muito dar do meu leite para ela enquanto eu posso.
Como disse lá atras quando soube que a Michele iria nascer antes da hora... eu pensei que estava ansiosa... mas nesse dia (neste Domingo) fui ver o que realmente era ansiedade.
Nos preparamos e fomos por volta das 12:00... agora teria que tirar o leite lá... não posso levar de casa. Fui preparada e a mesma coisa: pouco leite. Conversei com a enfermeira e ela disse que é assim mesmo, somente não posso deixar de estimular.
Chegamos lá e ela estava muito gostosinha de bumbum pra cima!! Que delicinha! Fiquei com muita vontade de pegá-la. Parecia mais forte... maior...
Ficamos um bom tempo e voltamos para casa. Nesse dia eu estava me sentindo bem melhor.
A situação dela era a mesma: ventilação e luz!!
26 de fevereiro - dia de ir embora
Dia de ir embora?? Como assim? E minha filha??
Acordei logo com este pensamento. Não aguentava mais ficar ali naquela cama, longe de casa, do meu marido e do meu filho. Mas, como ir embora e deixar minha filha para trás?
Acordei, tomei banho sozinha, comecei a preparar as coisas e enquanto aguardava o médico para dar alta (no sábado ele pode chegar mais tarde né?) fui dar uma volta no corredor.
Ao ver aquele tanto de bebês, toda aquela gente... as mamães empurrando os carrinhos (de maternidade) com seus bebês... hun hun... não foi bom ver tudo aquilo no dia de sair!! Me lembrei de quando saí da maternidade com meu filho!! Quanta felicidade!! Só felicidade!!
É difícil explicar o que passava na cabeça e no coração!! Deve ser até um pouco de egoísmo da minha parte: tão feliz de ter a minha pequena mas, ao mesmo tempo, parecia que tinha um buraco tão grande no meu coração que parecia ser maior do que ele!!
Voltei e fiz minha oração!! Melhorei e fui tirar o leite para deixar para ela. Percebi que meu leite havia diminuído. Tirei o que deu e que sabia ser suficiente (já que a dieta inicial dela é de 1,5 a 2,0 ml).
Meu médico deu alta e fui levar o leite e visitá-la. Não queria me despedir dela... apenas visitá-la. Já que seria assim por algum tempo... visitá-la.
Cheguei lá e ela estava na mesma situação do dia anterior: ventilação e luz. Mas adorei vê-la de bandinha e toda "pozuda": mãozinha na boquinha e perninhas cruzadas!! Que gracinha.
A enfermeira me pediu para levar um sabonete e disse que naquele dia ela havia tomado o seu verdadeiro primeiro banho e que por isso parecia mais relaxada.
Percebi o quanto de pelinhos ela já tem nas costas, braços e como seus cabelos são pretinhos... pretinhos... igual a do seu irmãozinho!!
Fiquei bem em vê-la assim!! Não me despedi, apenas disse que a mamãe iria para a casa terminar de arrumar as coisinhas dela enquanto ela fique mais forte para ir conosco!!
Foi tudo tranquilo até a chegada em casa!! Só não imaginei que seria tão difícil ver o quartinho dela prontinho sem ela ali para eu poder colocá-la no seu bercinho...
Chorei, chorei, chorei, chorei, e rezei!!
Meu amor que me dá mais forças do que qualquer pessoa neste mundo veio e como sempre me disse sábias palavras... minha mãe também veio... e assim a dor foi passando!
Também não estava conseguindo falar com ninguém! Era muita emoção... eram muitos pensamentos lá naquela pessoinha.
Foi um dia exaustivo mas consegui dormir bem.
Acordei logo com este pensamento. Não aguentava mais ficar ali naquela cama, longe de casa, do meu marido e do meu filho. Mas, como ir embora e deixar minha filha para trás?
Acordei, tomei banho sozinha, comecei a preparar as coisas e enquanto aguardava o médico para dar alta (no sábado ele pode chegar mais tarde né?) fui dar uma volta no corredor.
Ao ver aquele tanto de bebês, toda aquela gente... as mamães empurrando os carrinhos (de maternidade) com seus bebês... hun hun... não foi bom ver tudo aquilo no dia de sair!! Me lembrei de quando saí da maternidade com meu filho!! Quanta felicidade!! Só felicidade!!
É difícil explicar o que passava na cabeça e no coração!! Deve ser até um pouco de egoísmo da minha parte: tão feliz de ter a minha pequena mas, ao mesmo tempo, parecia que tinha um buraco tão grande no meu coração que parecia ser maior do que ele!!
Voltei e fiz minha oração!! Melhorei e fui tirar o leite para deixar para ela. Percebi que meu leite havia diminuído. Tirei o que deu e que sabia ser suficiente (já que a dieta inicial dela é de 1,5 a 2,0 ml).
Meu médico deu alta e fui levar o leite e visitá-la. Não queria me despedir dela... apenas visitá-la. Já que seria assim por algum tempo... visitá-la.
Cheguei lá e ela estava na mesma situação do dia anterior: ventilação e luz. Mas adorei vê-la de bandinha e toda "pozuda": mãozinha na boquinha e perninhas cruzadas!! Que gracinha.
A enfermeira me pediu para levar um sabonete e disse que naquele dia ela havia tomado o seu verdadeiro primeiro banho e que por isso parecia mais relaxada.
Percebi o quanto de pelinhos ela já tem nas costas, braços e como seus cabelos são pretinhos... pretinhos... igual a do seu irmãozinho!!
Fiquei bem em vê-la assim!! Não me despedi, apenas disse que a mamãe iria para a casa terminar de arrumar as coisinhas dela enquanto ela fique mais forte para ir conosco!!
Foi tudo tranquilo até a chegada em casa!! Só não imaginei que seria tão difícil ver o quartinho dela prontinho sem ela ali para eu poder colocá-la no seu bercinho...
Chorei, chorei, chorei, chorei, e rezei!!
Meu amor que me dá mais forças do que qualquer pessoa neste mundo veio e como sempre me disse sábias palavras... minha mãe também veio... e assim a dor foi passando!
Também não estava conseguindo falar com ninguém! Era muita emoção... eram muitos pensamentos lá naquela pessoinha.
Foi um dia exaustivo mas consegui dormir bem.
25 de fevereiro - 2 dias depois
Bom, havia recebido algumas ligações de pessoas muito queridas no dia antes mas ainda não tinha retornado porque estava muito cansada fisicamente (porque minha urina estava estranha - igual tele sena - de hora em hora - não havia dormido bem aquela noite) e psicologicamente por todos os pensamentos e sentimentos do dia anterior e daquela noite.
A manhã foi a mesma rotina, exames, banho, ansiedade...
Fui vê-la e aproveitei muito aquele momento. Perguntei se podia colocar a minha mão nela e a enfermeira me explicou como seria e deixou. Eram alguns instantes mas muito preciosos (tocar aquela pele e passar um pouquinho de mim ali naquele toque)... Fechava a portinha da incubadora em seguida para que ela não sentisse frio.
Naquele dia ela havia começado também com o banho de luz, então não dava para ver os seus olhinhos. No dia anterior, ela havia tentado abrí-los.
Fiquei ali com uma vontade enorme mais uma vez de pegá-la mas, ao mesmo tempo, achando impossível levar aquela pessoinha tão pequenininha para a casa naquele momento...
Fiquei ali curtindo-a mas tinha que ir embora porque já estava passando do meu limite físico...
Mas a noite fui novamente vê-la... não resisti e dessa vez pude conversar melhor com ela.
A pediatra veio conversar comigo e me passou muita segurança.
Me esqueci de dizer: a pediatra neste dia a noite me perguntou de quem ela havia puxado tanta "braveza" porque ela não ficava quieta. Tive que assumir que era de mim mas imensamente feliz por vê-la lutando e exigindo... rs
Dormi melhor nessa noite. Mais tranquila também...
A manhã foi a mesma rotina, exames, banho, ansiedade...
Fui vê-la e aproveitei muito aquele momento. Perguntei se podia colocar a minha mão nela e a enfermeira me explicou como seria e deixou. Eram alguns instantes mas muito preciosos (tocar aquela pele e passar um pouquinho de mim ali naquele toque)... Fechava a portinha da incubadora em seguida para que ela não sentisse frio.
Naquele dia ela havia começado também com o banho de luz, então não dava para ver os seus olhinhos. No dia anterior, ela havia tentado abrí-los.
Fiquei ali com uma vontade enorme mais uma vez de pegá-la mas, ao mesmo tempo, achando impossível levar aquela pessoinha tão pequenininha para a casa naquele momento...
Fiquei ali curtindo-a mas tinha que ir embora porque já estava passando do meu limite físico...
Mas a noite fui novamente vê-la... não resisti e dessa vez pude conversar melhor com ela.
A pediatra veio conversar comigo e me passou muita segurança.
Me esqueci de dizer: a pediatra neste dia a noite me perguntou de quem ela havia puxado tanta "braveza" porque ela não ficava quieta. Tive que assumir que era de mim mas imensamente feliz por vê-la lutando e exigindo... rs
Dormi melhor nessa noite. Mais tranquila também...
Oração pelo nascimento de um filho
Chegou,
e a casa encheu-se de fragrância.
Parece primavera.
Em ti, Pai Santo, manancial de toda paternidade,
em ti estão todas as nossas fontes.
Mandaste-nos um presente desejado e sonhado:
uma criança chegou para o banquete da festa.
Seja bem-vinda!
Como é que vamos te agradecer,
Senhor da vida, com quê palavras?
Obrigado por seus olhos e por suas mãos,
Obrigado por seus pés e por sua pele,
Obrigado por seu corpo e por sua alma,
Em Tuas mãos de ternura nós o depositamos
para que cuides dela , e lhe faças carinhos
e o enchas de doçura.
Pai Santo e querido, põe um anjo ao seu lado
para que impeça a passagem da doença e
de todo o mal,
e o guie pelassendas da saúde e bem estar.
O bem, a paz e a Bênção
acompanhem-no todos os dias de sua vida
Amém
e a casa encheu-se de fragrância.
Parece primavera.
Em ti, Pai Santo, manancial de toda paternidade,
em ti estão todas as nossas fontes.
Mandaste-nos um presente desejado e sonhado:
uma criança chegou para o banquete da festa.
Seja bem-vinda!
Como é que vamos te agradecer,
Senhor da vida, com quê palavras?
Obrigado por seus olhos e por suas mãos,
Obrigado por seus pés e por sua pele,
Obrigado por seu corpo e por sua alma,
Em Tuas mãos de ternura nós o depositamos
para que cuides dela , e lhe faças carinhos
e o enchas de doçura.
Pai Santo e querido, põe um anjo ao seu lado
para que impeça a passagem da doença e
de todo o mal,
e o guie pelassendas da saúde e bem estar.
O bem, a paz e a Bênção
acompanhem-no todos os dias de sua vida
Amém
24 de fevereiro - 1 dia depois
Acordei nesse dia com meu médico - às 6:30 da manhã. É surpreendente, ele chega muito cedo na maternidade!!
A minha vontade de levantar e tomar banho era enorme... mas, tinha que esperar fazer exames, tirar sonda, tirar soro e etc... Também tinha que esperar dar 11:00 (que é o horário inicial das visitas).
Depois de tudo isso e muitíssimo ansiosa, fomos eu e o papai visitá-la pela primeira vez.
Tudo muito diferente do nosso primeiro filho (que no mesmo dia foi no nosso quarto e no outro dia cedinho já veio para o colinho da mamãe).
Me lembrei daquilo e a vontade de vê-la aumentou ainda mais.
No caminho para a UTI, passamos em frente ao berçário (que é onde as crianças que nascem sem serem prematuras ficam). Olhava para todos e para aqueles bebês e a minha vontade crescia ainda mais não acompanhando meus passos curtos de 1 dia após a cesária.
O papai de Michele já tinha ido (não havia entrado ainda) mas sabia onde era e então me guiou.
Chegamos lá, lavamos nossas mãos, fizemos a higienização com álcool para podermos entrar e também entreguei o primeiro leitinho que havia tirado para ela.
A sala é bem grande, dividida em 4 partes, perguntamos onde ela estava e estava na segunda parte.
Chegamos e lá estava nossa querida, esperada e amada filhinha, tão pequenininha e tão forte lutando ali naquele ninhozinho. Estava um pouco agitada, conversamos um pouco com ela mas não consegui ficar muito tempo. Não era fácil vê-la ali ao invés de estar nos meus braços. Não era fácil não pegá-la, não sentí-la. Era uma dor que não sabia até então que existia.
Ela estava usando a ventilação - que é um tipo de respiração artificial. Havia tentando um outro aparelho (que me esqueci o nome) menos artificial no dia em que nasceu, mas como ficou cansadinha, teve que mudar!! Tudo isso conforme o esperado e conforme a psicóloga havia nos explicado.
Disse então para o papai dela: vamos, não quero que ela me sinta assim! Quero me reestabelecer e dar forças para ela... assim não...
Fomos embora e a minha cabeça girou 360 graus. Quantos pensamentos, quantas recordações dela ainda no meu útero e meu Deus quanta vontade pegá-la no colo!!!!
Mas mesmo assim, muito feliz de vê-la, de vê-la ali, não aqui, mas ali. E perfeitinha... toda formadinha... até com unha. Imaginem só: seu pezinho do tamanho do meu dedinho da mão, e acreditem, aqueles minúsculos dedinhos já possuem unhas! Como pode ser tão perfeito tudo isso??
Cheguei lá muito feliz contando tudo para a minha mãe... feliz em vê-la e radiante de se parecer tanto com seu irmãozinho. Já tem cabelos e toda peludinha nos braços.
Mas depois de certo tempo os pensamentos, a saudade, a vontade foram aumentando e então aquela dor novamente me apareceu e me consumiu.
Depois meu filhote veio me ver e encheu meu coração de alegria. Foi muito bom vê-lo naquela tarde. Obrigada papai por ter dado conta de tudo e mais um pouquinho!!
A noite, fui olhar meus emails (rs... levei para a maternidade) e recebi de meu irmão uma oração muito linda que me fez chorar muito mas que está sendo meu consolo em todos os momentos que essa dor me aparece me sufocando. Segue na próxima postagem.
A minha vontade de levantar e tomar banho era enorme... mas, tinha que esperar fazer exames, tirar sonda, tirar soro e etc... Também tinha que esperar dar 11:00 (que é o horário inicial das visitas).
Depois de tudo isso e muitíssimo ansiosa, fomos eu e o papai visitá-la pela primeira vez.
Tudo muito diferente do nosso primeiro filho (que no mesmo dia foi no nosso quarto e no outro dia cedinho já veio para o colinho da mamãe).
Me lembrei daquilo e a vontade de vê-la aumentou ainda mais.
No caminho para a UTI, passamos em frente ao berçário (que é onde as crianças que nascem sem serem prematuras ficam). Olhava para todos e para aqueles bebês e a minha vontade crescia ainda mais não acompanhando meus passos curtos de 1 dia após a cesária.
O papai de Michele já tinha ido (não havia entrado ainda) mas sabia onde era e então me guiou.
Chegamos lá, lavamos nossas mãos, fizemos a higienização com álcool para podermos entrar e também entreguei o primeiro leitinho que havia tirado para ela.
A sala é bem grande, dividida em 4 partes, perguntamos onde ela estava e estava na segunda parte.
Chegamos e lá estava nossa querida, esperada e amada filhinha, tão pequenininha e tão forte lutando ali naquele ninhozinho. Estava um pouco agitada, conversamos um pouco com ela mas não consegui ficar muito tempo. Não era fácil vê-la ali ao invés de estar nos meus braços. Não era fácil não pegá-la, não sentí-la. Era uma dor que não sabia até então que existia.
Ela estava usando a ventilação - que é um tipo de respiração artificial. Havia tentando um outro aparelho (que me esqueci o nome) menos artificial no dia em que nasceu, mas como ficou cansadinha, teve que mudar!! Tudo isso conforme o esperado e conforme a psicóloga havia nos explicado.
Disse então para o papai dela: vamos, não quero que ela me sinta assim! Quero me reestabelecer e dar forças para ela... assim não...
Fomos embora e a minha cabeça girou 360 graus. Quantos pensamentos, quantas recordações dela ainda no meu útero e meu Deus quanta vontade pegá-la no colo!!!!
Mas mesmo assim, muito feliz de vê-la, de vê-la ali, não aqui, mas ali. E perfeitinha... toda formadinha... até com unha. Imaginem só: seu pezinho do tamanho do meu dedinho da mão, e acreditem, aqueles minúsculos dedinhos já possuem unhas! Como pode ser tão perfeito tudo isso??
Cheguei lá muito feliz contando tudo para a minha mãe... feliz em vê-la e radiante de se parecer tanto com seu irmãozinho. Já tem cabelos e toda peludinha nos braços.
Mas depois de certo tempo os pensamentos, a saudade, a vontade foram aumentando e então aquela dor novamente me apareceu e me consumiu.
Depois meu filhote veio me ver e encheu meu coração de alegria. Foi muito bom vê-lo naquela tarde. Obrigada papai por ter dado conta de tudo e mais um pouquinho!!
A noite, fui olhar meus emails (rs... levei para a maternidade) e recebi de meu irmão uma oração muito linda que me fez chorar muito mas que está sendo meu consolo em todos os momentos que essa dor me aparece me sufocando. Segue na próxima postagem.
O nascimento de Michele
Bom, no dia do nascimento dela, chegamos no hospital às 06:30.
Tivemos que aguardar a liberação da UTI em que ela poderia ficar. Por isso, ela nasceu apenas às 08:32. Fiquei um bom tempo na sala já preparada para o parto, apenas aguardando essa liberação.
O parto em si foi melhor do que esperava, ela chorou e ainda me trouxeram para ver de pertinho: Meu Deus, como é pequenininha... cuide dela para mim! Foi o que pensei quando sairam com ela para a UTI.
Tinha medo do que poderia acontecer naquele momento... mas deu tudo certo! Apenas deveriam levá-la logo para a UTI.
Ficamos ali finalizando a cirurgia e fui para o quarto as 12:00.
Até ali tudo conforme o esperado. Não iria vê-la naquele dia. Mas, queria notícias.
Tivemos a visita da psicóloga que nos explicou os procedimentos, regras e funcionamento da UTI neonatal. E nos disse também que não poderíamos criar expectativa em relação ao tempo que ela ficaria (já que a data prevista para o seu nascimento era 24 de abril). Ou seja, se precisar ficar esse tempo, ela apenas está seguindo o previsto. E nos acalmou muito ao dizer que ali era a extensão do útero da mamãe.
Bom, fiquei de repouso e comecei a filosofar aquela situação!
Tivemos que aguardar a liberação da UTI em que ela poderia ficar. Por isso, ela nasceu apenas às 08:32. Fiquei um bom tempo na sala já preparada para o parto, apenas aguardando essa liberação.
O parto em si foi melhor do que esperava, ela chorou e ainda me trouxeram para ver de pertinho: Meu Deus, como é pequenininha... cuide dela para mim! Foi o que pensei quando sairam com ela para a UTI.
Tinha medo do que poderia acontecer naquele momento... mas deu tudo certo! Apenas deveriam levá-la logo para a UTI.
Ficamos ali finalizando a cirurgia e fui para o quarto as 12:00.
Até ali tudo conforme o esperado. Não iria vê-la naquele dia. Mas, queria notícias.
Tivemos a visita da psicóloga que nos explicou os procedimentos, regras e funcionamento da UTI neonatal. E nos disse também que não poderíamos criar expectativa em relação ao tempo que ela ficaria (já que a data prevista para o seu nascimento era 24 de abril). Ou seja, se precisar ficar esse tempo, ela apenas está seguindo o previsto. E nos acalmou muito ao dizer que ali era a extensão do útero da mamãe.
Bom, fiquei de repouso e comecei a filosofar aquela situação!
Um dia antes
No dia 21 de fevereiro ficamos sabendo que o parto deveria acontecer no dia 23 de fevereiro... e, que baita susto, ainda havia muita coisa para arrumar para a sua chegada.
Fiquei ansiosa mas, nada comparado ao pós nascimento da minha querida filhinha.. (achei que estava ansiosa).
Fiquei ansiosa mas, nada comparado ao pós nascimento da minha querida filhinha.. (achei que estava ansiosa).
Michele
O objetivo desse blogger é contar um pouquinho da história da minha querida filha Michele.
Nasceu no dia 23 de fevereiro de 2011 às 08:32 horas no Hospital Vila da Serra.
Devido a algumas complicações de saúde da mamãe, tivemos que antecipar o parto e por isso nasceu com 32 semanas e 1.520Kg.
Nasceu no dia 23 de fevereiro de 2011 às 08:32 horas no Hospital Vila da Serra.
Devido a algumas complicações de saúde da mamãe, tivemos que antecipar o parto e por isso nasceu com 32 semanas e 1.520Kg.
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